terça-feira, 7 de setembro de 2010

Ritmos primitivos: Chuck Violence & His Oneman Band

Quase um ano após a minha primeira postagem eu decidi retornar. Não foi falta de tempo, quanto mais vontade. Coisas da vida. E como não sou de frescura, vamos lá!

Cada um de nós, amantes e ouvintes de 'bons sons' (coisa do reverendo Fábio Massari), já curtimos de tudo, dos três acordes às grandes bandas. Sinceramente nunca pensei como seria um puta som feito por um cara só. Mas aí eu não falo destes verdadeiros artistas de rua, com suas geringonças incríveis, e muito menos dos grandes artistas que entram em um estúdio e tocam de tudo um pouco. Falo de Chuck Violence & His Oneman Band.

Este lance de "bandas de um homem só" é meio desconhecido para nós aqui no Brasil. Incrível o quanto é cultuado e movimentado fora. Alguma novidade?

Pois aqui mesmo em Blumenau, em minhas andanças pelo Butiquin Wollstein (que ainda renderá uma postagem especial), fiquei sabendo do Chuck. Fiquei extremamente curioso por este lance de 'monobanda' e... É, demorei muito tempo para finalmente assistir alguma apresentação dele. Deste instante até o dia em que curti o show do cara já devem ter passado uns 2 ou 3 shows. Mas digo: o tempo perdido foi recuperado.

O Chuck é um cara intrigante. Baixa estatura, cabelo alinhado com alguma gomalina, traje "rock-a-Johnny-billy-Cash" e costeletas. Sóbrio, um cara educado, cordial e com cara de bom moço. Mas não se enganem pois quando o cara começa a sua apresentação...

O som é nervoso!!! Pense em algo meio psycho/rocka/hillbilly, meio punk, total trash e com ar de garage meio soul, jazz, blues,... Bom, é o som do Chuck. O cara é pequeno mas transmite uma energia fudida! O vocal é traduzido por uma corneta que passa por um microfone que tem perto um megafone que... É, difícil descrever. Bateria tocada com os pés e uma cornetinha ao lado do microfone que acorda e incomoda o capeta, que por sinal deve ter medo deste cara. Velas, demônios e símbolos pagãos em volta de seu 'trono' espantam o mal olhado e trazem a pessoa amada após 7 dias (segundo ele próprio).

O show deste elemento é um verdadeiro exorcismo, um tapa na orelha do capeta, uma macumba bem feita e um convite às coisas mundanas da vida. Música de excelente qualidade, autoral e muito, mas muito bem executada. Presença de palco e interação com os malditos enfeitiçados é o que não falta. Que o diga sua tour pela Europa: 41 shows em 2 meses!

Me sinto um maldito. Como pude perder as outras apresentações dele? Bom, isso não ocorrerá mais, principalmente se a amada cair na minha em breve =P

Com vocês, Chuck Violence & His Oneman Band. Até mais!



Um comentário:

CIGANA DO ROCK CARLOS H. SILVA disse...

Muito massa djuda!!!!!
bem vindo novamente e o som é muito massa!!
abraçõ!!