A fim de antecipar o término do curso, tivemos um intensivo (duas aulas em um único sábado). Por isso, tb faço o registro das duas aulas em um único texto.
Eu, pra variar, cheguei atrasada. Não estava adaptada a ter aula sábado de manhã; assim posso me dar um desconto. Nesta primeira parte do dia, tivemos de produzir dois jingles, um de cada equipe (a turma foi dividida em duas), para o Opinião. O brief era Volte vivo do verão para ir no Opinião. A partir daí, tivemos de criar a letra, a melodia, gravar... Devido a isso, nossa aula foi na LoopReclame: vivenciamos todo o processo. Descobri a importância do brief e reafirmei a necessidade de se expor o que pensa mesmo que vá de encontro à maioria (isso pode evitar um equívoco). Como nunca havia entrado em um estúdio para gravar e muito menos participado da produção de um jingle, curti muito a experiência.
Passado o momento de descontração (almoço, bate-papo), tivemos a última aula. Esta foi com o Piá, da Rádio Ipanema. Primeiro ele contou um pouco da sua história, o percurso que fez para chegar até seu atual momento. Dividiu conosco alguns de seus gostos musicais e falou sobre alguns de seus ídolos da música Black. Ele havia levado grande parte de seu equipamento de mixagem e demonstrou várias técnicas. Inclusive pudemos realizar algumas pessoalmente.
Neste sábado, conversamos sobre um possível módulo dois do curso. Talvez ele aconteça no próximo ano. Não sei se participarei. Mas, posso afirmar que aprendi bastante com o curso de som da Perestroika. Não só o que expus aqui, mas também o que se fez intrínseco: aprendizados reais através de situações banais.
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009
Curso de Som Perestroika - Sábado VIII
A aula de hj foi com Adriano Basegio, do TEPA, que, segundo ele, gostaria de ser músico mas virou ator e passou a trabalhar com música no teatro.
Primeiro realizamos uma atividade na qual, em círculo e com os olhos fechados, tínhamos que bater palmas. A intenção era que percebêssemos a energia que flui e faz com que batamos palmas no mesmo ritmo.
Depois tivemos de produzir os mais variados sons a partir da nossa voz somente. Duas atrizes do TEPA participaram da aula para ajudar nas atividades. Foram produzidos diferentes sons, uns mais ousados, outros mais tímidos. A questão é que todos participaram. A partir daí, trabalhamos a trajetória do som, pela qual uma mesma frase ou ruído pode sofrer alteração pelo simples interpretar de sua interação com o espaço.
Em seguida, tivemos de produzir sons a partir de objetos e, através destes, formar uma narrativa (sem narrador). O som produzido deveria levar o ouvinte a suas próprias conclusões sobre o que estava sendo contado. O som tirado de objetos deveria levar ao entendimento da história.
Enfim, a turma dividida em dois grupos, tivemos de formar duas peças para as quais só poderiam ser utilizados o som produzido por nós mesmos (corporal)e a atuação da atriz do TEPA.
Ficou evidente o quanto o som é importante no teatro. O som produzido para a cena, o som produzido em cena e o não-som (o silêncio). Silêncio que muitas vezes fala mais alto que qq coisa q possa ser dita. Deixemos que ele fale agora!
Primeiro realizamos uma atividade na qual, em círculo e com os olhos fechados, tínhamos que bater palmas. A intenção era que percebêssemos a energia que flui e faz com que batamos palmas no mesmo ritmo.
Depois tivemos de produzir os mais variados sons a partir da nossa voz somente. Duas atrizes do TEPA participaram da aula para ajudar nas atividades. Foram produzidos diferentes sons, uns mais ousados, outros mais tímidos. A questão é que todos participaram. A partir daí, trabalhamos a trajetória do som, pela qual uma mesma frase ou ruído pode sofrer alteração pelo simples interpretar de sua interação com o espaço.
Em seguida, tivemos de produzir sons a partir de objetos e, através destes, formar uma narrativa (sem narrador). O som produzido deveria levar o ouvinte a suas próprias conclusões sobre o que estava sendo contado. O som tirado de objetos deveria levar ao entendimento da história.
Enfim, a turma dividida em dois grupos, tivemos de formar duas peças para as quais só poderiam ser utilizados o som produzido por nós mesmos (corporal)e a atuação da atriz do TEPA.
Ficou evidente o quanto o som é importante no teatro. O som produzido para a cena, o som produzido em cena e o não-som (o silêncio). Silêncio que muitas vezes fala mais alto que qq coisa q possa ser dita. Deixemos que ele fale agora!
quinta-feira, 18 de dezembro de 2008
Curso de Som Perestroika - Sábado VII
Gente, o curso hoje foi com o Tejo Damasceno, gaúcho, mas há tempos foi pra São Paulo ganhar a vida. Pra ter uma idéia o cara é tímido (ou tava chapado pq deu um nervoso, um branco, no início da aula!) Achei legal, um cara simples, bem acessível.
O tema da aula era: Música feita por não-músicos. Ou seja, o cara não toca nenhum instrumento musical, mas se sustenta através da música! Dá pra encarar? O cara entende de programa de computador, mexe com música eletronicamente. E não toca nada!
Pra mim, q não toco nada, foi uma linha de identificação. Apesar de que, entre adquirir esses programas d computador pra fazer música eletrônica (Sonar, Garage, entre outros) e comprar um instrumento pra aprender a tocar, to mais pra tocar violão!
Seguimos a vertente de trilha sonora para cinema e TV, colagem de som e tal. O Tejo faz vários trabalhos nesse sentido com o Instituto, fundado por ele e mais dois parceiros. Ele falou bastante sobre o lance ideológico: trabalhar para ganhar dinheiro ou se dedicar ao que vc acredita? Um lance muito manero: ele e seus parceros resolveram seguir no que acreditavam.
Acabaram trabalhando com música de periferia (funk, hip hop, enfim), junto a outros trabalhos paralelos que surgiam no meio da publicidade. Começaram a ser reconhecidos, ganharam alguns prêmios no exterior, estavam acontecendo. Suas ofertas de trabalho expandiram. A ideologia se sobrepôs ao lucro sem sentido!
Um de seus últimos trabalhos foi Alice, série da HBO. O cara disse que foi um grande aprendizado pq ele teve q mexer com músicas que n faziam normalmente parte de seu material de trabalho. Pela protagonista ser de classe média, o q ela ouvia n era bem música de periferia. Por isso a diferença. Mais um exemplo de que na vida a gente tah sempre aprendendo!
Ele falou sb a qualidade das séies brasileiras, relembrou com carinho as séries Mandraque e Filhos do carnaval, dividiu algumas de suas experiências com Alice e pôs esperança na lei que obriga 30% da programação de TV a cabo pertencer ao país de exibição.
Sabe que ele pode ter razão mesmo? Quem sabe, com os gringos investindo na gente, começam a sair programações melhores? Eles não vão exibir qq coisa para seu público, mais exigente. Terão q injetar dinheiro nesse mercado. Esperando o devido retorno, é claro!
Esperança para quem trabalha com arte! Esperança para quem trabalha com música! Esperança para quem simplesmente admira boa arte e boa música! Alice talvez seja uma das pioneiras de muitas séries brasileiras patrocinadas por empresas estrangeiras.
Infelizmente só consegui ver um capítulo da série e n quero criar opinião com base em tão pouco. Mas, quando eu tiver condições, assistirei a série inteira. Vai que ela faça história? Bem, curiosa eu já estou! E vc?
O tema da aula era: Música feita por não-músicos. Ou seja, o cara não toca nenhum instrumento musical, mas se sustenta através da música! Dá pra encarar? O cara entende de programa de computador, mexe com música eletronicamente. E não toca nada!
Pra mim, q não toco nada, foi uma linha de identificação. Apesar de que, entre adquirir esses programas d computador pra fazer música eletrônica (Sonar, Garage, entre outros) e comprar um instrumento pra aprender a tocar, to mais pra tocar violão!
Seguimos a vertente de trilha sonora para cinema e TV, colagem de som e tal. O Tejo faz vários trabalhos nesse sentido com o Instituto, fundado por ele e mais dois parceiros. Ele falou bastante sobre o lance ideológico: trabalhar para ganhar dinheiro ou se dedicar ao que vc acredita? Um lance muito manero: ele e seus parceros resolveram seguir no que acreditavam.
Acabaram trabalhando com música de periferia (funk, hip hop, enfim), junto a outros trabalhos paralelos que surgiam no meio da publicidade. Começaram a ser reconhecidos, ganharam alguns prêmios no exterior, estavam acontecendo. Suas ofertas de trabalho expandiram. A ideologia se sobrepôs ao lucro sem sentido!
Um de seus últimos trabalhos foi Alice, série da HBO. O cara disse que foi um grande aprendizado pq ele teve q mexer com músicas que n faziam normalmente parte de seu material de trabalho. Pela protagonista ser de classe média, o q ela ouvia n era bem música de periferia. Por isso a diferença. Mais um exemplo de que na vida a gente tah sempre aprendendo!
Ele falou sb a qualidade das séies brasileiras, relembrou com carinho as séries Mandraque e Filhos do carnaval, dividiu algumas de suas experiências com Alice e pôs esperança na lei que obriga 30% da programação de TV a cabo pertencer ao país de exibição.
Sabe que ele pode ter razão mesmo? Quem sabe, com os gringos investindo na gente, começam a sair programações melhores? Eles não vão exibir qq coisa para seu público, mais exigente. Terão q injetar dinheiro nesse mercado. Esperando o devido retorno, é claro!
Esperança para quem trabalha com arte! Esperança para quem trabalha com música! Esperança para quem simplesmente admira boa arte e boa música! Alice talvez seja uma das pioneiras de muitas séries brasileiras patrocinadas por empresas estrangeiras.
Infelizmente só consegui ver um capítulo da série e n quero criar opinião com base em tão pouco. Mas, quando eu tiver condições, assistirei a série inteira. Vai que ela faça história? Bem, curiosa eu já estou! E vc?
segunda-feira, 8 de dezembro de 2008
Curso de Som Perestroika - Sábado VI
Esta aula foi ma-ra-vi-lho-sa! Sempre que tem a ver com escrever eu amoooo! Tah certo que a publicidade e/ou a tecnologia são bem interessantes e inclusive bem atuais. Mas, como escrever é minha paixão, a aula de composição, sem dúvida, estaria entre minhas preferidas!
Composição aí engloba letra e melodia, como deveria ser; e o professor do dia foi o compositor Rodrigo Leão, de São Paulo. Com a banda Professor Antena, pertenceu à cena musical da década de 80, época em que consolidou muitas das relações artísticas que ainda mantém.
Falando sobre composição, o Rodrigo falou muitas frases relevantes e nos deu algumas dicas. Algumas das frases foram:
O sucesso é muito mais o gosto de quem houve do que o talento de quem faz.
A aceitação do público dita o que é sucesso. Não tem nada a ver pensar que algo não faz sucesso porque o criador não tem talento.
Música é o pano de fundo emocional da vida.
E não é? Eu não discordaria nunca dessa afirmação. Há quem discorde?
A música permite que você expanda seu raio de troca.
Sim! Através da música podemos alcançar pessoas distantes de nós, pessoas que talvez não tivéssemos contato se não fosse musicalmente.
A música nos permite ir mais longe.
Você deve criar algo que significa alguma coisa para você e/ou para quem está perto de você.
A verdade se expande e se mantém; o que não for verdade, mesmo que se expanda, não dura. E, para conseguirmos esta verdade, devemos estar preocupados com ela, conosco, e não com o que os outros pensam; caso contrário não será a nossa verdade.
Ele completou dizendo que, para fazer sucesso no Brasil tem que ser popular. Por exemplo, a música Saideira, interpretada pelo grupo Skank, foi escrita pelo Rodrigo em 15 minutos e foi um sucesso. Já a música Formato mínimo, interpretada pela mesma banda, a qual levou quatro meses para escrever, mais densa e com um vocabulário mais apurado, não foi nem música de trabalho. É sim muito admirada, mas não teve o mesmo sucesso!
Quanto às dicas:
Fluxo de consciência (Mapa mental): este exercício serve para abrirmos mão do controle. Mentalizamos o assunto tema e nos permitimoa, a partir dele, sequenciar outros temas, relacionados, mas sem a obrigatoriedade de racionalizar o que segue. Quando nos damos conta, montamos uma seqüencia com idéias que nunca relacionaríamos se o fizéssemos conscientemente, controlando-nos.
Práticas de composição: internet; o quanto se leu e ouviu de música; quanto maior o número de acordes que se souber melhor; ter um assunto central (senão não haverá onde chegar).
Encontrar em outras obras, de música ou literatura, idéias que inspirem.
Retirar frases, copiar pedaços de músicas ou textos litarários a fim de formar os seus.
Poder + memória: palavras. Façamos bom uso desse poder!
Todas estas dicas e frase foram muito bem vindas! Agora terei de pensar, dedicar-me para expressar minha verdade pessoal, que, conforme Rodrigo Leão, nada mais é do que um texto original + uma forma original.
Composição aí engloba letra e melodia, como deveria ser; e o professor do dia foi o compositor Rodrigo Leão, de São Paulo. Com a banda Professor Antena, pertenceu à cena musical da década de 80, época em que consolidou muitas das relações artísticas que ainda mantém.
Falando sobre composição, o Rodrigo falou muitas frases relevantes e nos deu algumas dicas. Algumas das frases foram:
O sucesso é muito mais o gosto de quem houve do que o talento de quem faz.
A aceitação do público dita o que é sucesso. Não tem nada a ver pensar que algo não faz sucesso porque o criador não tem talento.
Música é o pano de fundo emocional da vida.
E não é? Eu não discordaria nunca dessa afirmação. Há quem discorde?
A música permite que você expanda seu raio de troca.
Sim! Através da música podemos alcançar pessoas distantes de nós, pessoas que talvez não tivéssemos contato se não fosse musicalmente.
A música nos permite ir mais longe.
Você deve criar algo que significa alguma coisa para você e/ou para quem está perto de você.
A verdade se expande e se mantém; o que não for verdade, mesmo que se expanda, não dura. E, para conseguirmos esta verdade, devemos estar preocupados com ela, conosco, e não com o que os outros pensam; caso contrário não será a nossa verdade.
Ele completou dizendo que, para fazer sucesso no Brasil tem que ser popular. Por exemplo, a música Saideira, interpretada pelo grupo Skank, foi escrita pelo Rodrigo em 15 minutos e foi um sucesso. Já a música Formato mínimo, interpretada pela mesma banda, a qual levou quatro meses para escrever, mais densa e com um vocabulário mais apurado, não foi nem música de trabalho. É sim muito admirada, mas não teve o mesmo sucesso!
Quanto às dicas:
Fluxo de consciência (Mapa mental): este exercício serve para abrirmos mão do controle. Mentalizamos o assunto tema e nos permitimoa, a partir dele, sequenciar outros temas, relacionados, mas sem a obrigatoriedade de racionalizar o que segue. Quando nos damos conta, montamos uma seqüencia com idéias que nunca relacionaríamos se o fizéssemos conscientemente, controlando-nos.
Práticas de composição: internet; o quanto se leu e ouviu de música; quanto maior o número de acordes que se souber melhor; ter um assunto central (senão não haverá onde chegar).
Encontrar em outras obras, de música ou literatura, idéias que inspirem.
Retirar frases, copiar pedaços de músicas ou textos litarários a fim de formar os seus.
Poder + memória: palavras. Façamos bom uso desse poder!
Todas estas dicas e frase foram muito bem vindas! Agora terei de pensar, dedicar-me para expressar minha verdade pessoal, que, conforme Rodrigo Leão, nada mais é do que um texto original + uma forma original.
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